Edição Do Domingo, Dia Vinte E Quatro De Maio De 1970, Página Onze

Edição Do Domingo, Dia Vinte E Quatro De Maio De 1970, Página Onze 1

DOMINGO, 24 MAIO OE 1970, A VANGUARDA ESPANHOLA Página 11 O HOMEM E Sua MEDIOU A JTL atual movimento de “regresso à terra” é diferenciado de todos os precedentes por sua com – tido e r.’ou só pelo teu alcance. Em pureza, não se trata tal de que os homens voltem pra Natureza, como que ia Natureza “volte” pros homens. É uma pergunta de equilíbrio, ou, pra manifestar – o com a difundida jargão de hoje, uma “pergunta ecológica”. A manoseada frase “ecologia” não é Invenção recente, durante quase um século, tosse cientistas têm considerado a ecologia como a quota da ciência que estuda a distribuição dos animais e sua conexão com o meio.

” e os nostálgicos arranques o é – ECO-tilo de Ooleridge: “E neste local houve florestas, tão antigos como as colinas, cobrindo sol, paisagens de verde”. Mas nunca, como nesta hora, havia insistido na promessa e a iminência de ecocatástrofe.

Ou no momento em que falava delas, previam soluções. Já Maithus havia sugerido uma solução tão líquida como brutal ao defeito da crescente discrepância entre a quantidade de população e os recursos naturais disponíveis: fome niveladora. Com os avanços científicos e técnicos surgiram propostas menos desalmados. Uma vez que o Mal – thus rw teve em conta a expectativa de tais avanços, não pensou que poderiam ser evitados, por meios racionais, os cataclismos eco – lógicos.

Pelo visto, não havia por que se alarmar – se tanto. Hoje, em contrapartida, o alarme é geral. As ecocatásii’ofes estão na boca de todos, por – que os avanços técnicos, longínquo de instituir um bem absoluto, podem tornar-se um mal incorrigível. Longe de resolver o problema, conseguem complicar isso e exasperarlo. Quando algo faz furor, corre o risco de se tornar uma moda (ou há ira justa e precisamente porque é uma moda).

  • Uma gala de cor português… sem Rossi
  • Cidade Universitária: Av
  • Estudo pré-universitário completo: Quatrorze 048
  • um Consolidação da aristocracia

“efeito de invernácu – o”, com o acrescentamento gera! Nem todas as atitudes e propostas eco – lógicas são especificamente políticas, mas em todas se pressupõem juízos de valor que cabe expressar politicamente. Em todo caso, as “atitudes verdes” é transparente, como veremos em breve, fundamentais atitudes humanas. — os indivíduos da espécie humana, hoje, contam com uma maior resistência, não só a morte, no entanto para a mesma e descomplicado velhice, se comparados com os seus antepassados. O módulo de “em cima” de outros tempos, é, nos dias de hoje, uma “maturidade” eufórica, quase irrepreensível, saudável.

A Medicina e seus sacerdotes exercem todos os esforços para que nossos corpos “resistam”. Já se compreende a dificuldade, na realidade. Sarda i Dexeus, economista de profissão, aludia ao que ocorre nos tinglados administrativos: uma extraordinária “lentidão” no revezamento das pessoas que assinam, e rubrican com poderes eficazes.

Estes senhores são. “sangue ñtíeva”¡ fica bastante parada, em seu impulso “natural”, ao tentar acessar os circuitos normais do negócio ou da burocracia. Os velhos governam, e governam pelo motivo de seguem em condições de comandar. A “penicilina” joga a seu favor. E isso se coloca a cada um dos níveis da existência coletiva: públicos e priva – dos, de acadêmicos e de trabalhadores, de chupatintas e de des – tripaterrones. Uma acumulação de idosos “ágeis”, ainda úteis para o serviço esperto, precisa de ser um terrível obstáculo pra energia dos jovens.

Talvez seja esse caçoado de – cintura um dos ingredientes mais explosivos da rebeldia juvenil, de que tanto falam os jornais. Os “lugares ao sol” continuam ocupados, e os bebês são impacientes. A pílula é dora com doutrinas e reclamações; todavia, no fundo, trata-se de um dificuldade de “espaço vital”. La’longevidade sistemática, se ‘está se transformando numa probabilidade angustiante: a cada dia há mais velho, e cada dia existem muitos mais •’ • • Quando o doutor Sarda sintetizava, em exata caricatura, as irrebatibles benefícios da penicilina, e tuas repercussões ge – rontocráticas, eu pensei prontamente em uma leetur’à recente. Com – fesar, por minha parte, gue era “recente”- eu teria deixado no espaço mal-me, e eu me calei.

eu Sei tratava do prefácio que o falecido dom Lorenzo Riber, sacerdote, escreveu a tua tradução – castelhana . Luis Vives. Por razões de esse mesmo paisanaje, e por solidariedade “semítica” —se um Vi – vê cataláunico é “judeu”, o que, eu era grato a me interessar muito e muito em breve o filósofo catalão do século XVI. Por novas razões, aleatórias, não fiz com este dever, até há alguns meses. O caso é que me lembrei de uma análise do reverendo Riber. Uma análise, ao encerramento e ao cábS, banal.