Cinema Paradiso (1989), De Giuseppe Tornatore

Cinema Paradiso (1989), De Giuseppe Tornatore 1

A metaficción é uma maneira de literatura ou enredo narcisista que trata os focos da arte e os mecanismos da ficção em si mesmos. É um estilo de escrita que de forma reflexiva ou autoconsciente lembra ao leitor que está diante de uma obra de ficção, e jogue a problematizar a conexão entre esta e a realidade.

Dentro de um texto metaficción, a fronteira com a realidade-ficção e o pacto de leitura de esta se vêem trituradas, chamando o texto a atenção a respeito da sua própria meio ambiente ficcional e tua situação de artefato. Já propriamente compreendido o conceito quanto metaficción, esse tem sido instituído e delimitado por incontáveis teóricos e críticos, principalmente pelo âmbito da investigação literária, bem que a sua presença não se remete só a esse. O conceito de metaficción se dá desde a sua tradição interna como uma série aberta e prática, sujeita a uma permanente crítica e revisão por divisão de teóricos e críticos da arte e da literatura. Elementos centrados sobre o autor: por exemplo, uma alusão direta ao autor da obra dentro desta, O candor do Padre Brown, de G. K.

Se numa noite de inverno um viajante, de Italo Calvino, etc. Elementos centrados no mundo dos personagens: como a auto-consciência do protagonista, como tal, cujos padrões são o protagonista de Augusto Perez pela Névoa, de Miguel de Unamuno, ou os pirandelianos Seis personagens em procura de autor.

bem que o conceito conforma-se desde cerca de 1970, a reflexão sobre a própria escrita, ou sobre o recurso de escrita do próprio texto tem sido uma permanente na literatura ao longo dos séculos. Sendo assim, a título de exemplo, na antiguidade retirar referências próprias aparece como uma convenção que dava conta da procura, por parcela do poeta, do bom presságio ou a inspiração das musas no começo de uma obra.

fala-me, Musa, do homem de inteligência multiforme… Oh deusa, filha de Zeus! Toma, pois que, o que almeja que possa ser deste livro, valha o que valer, e que esse permaneça mais de um século sem murchar, ó musa virgem. Já na época medieval, desejamos observar que este exercício se estende bem como aos poemas épicos medievais, como Beowulf.

Também na Idade Média, encontraremos incipientes indícios metaficcionales que excedem a mera convenção. Mas até neste momento mencionamos, principalmente, autores e obras que pertencem ao gênero narrativo. Porém, em tão alto grau no teatro como na poesia da modalidade “meta” terá assim como teve alguns de seus expoentes mais emblemáticos.

No caso do gênero dramático, o termo “metateatro” foi cunhado pelo crítico norte-americano Lionel Abel, em teu estudo Metatheatre. Em resumo, os seis protagonistas que sobem ao palco no começo da comédia. O mistério da criação artística é o mesmo mistério do nascimento.

Também a geração teatral de Bertolt Brecht, denominada teatro épico e constituída sobre a apoio do “distanciamento”, seguirá os mesmos rotas. Em poesia, por sua porção, o procedimento vai mudando e volcándose cada vez mais na reflexão a respeito de as escolhas da linguagem, o procedimento de escrita e a figura do poeta. Este tipo de composições, são denominadas soneto do soneto.

  • 19 – Andar por suas ruas
  • Rivages du Monde
  • cinco Cattleya Yvette a partir de um telefone fixo le Blanc de la Vallière
  • os Dois (ou 3) por um
  • As culturas africanas, com choque principalmente no Caribe e Brasil
  • 5 Argan e a “morte da arte”
  • Ponta de Canelo
  • 7 Ver bem como

não obstante, será até a metade do século XX, no momento em que esse fenômeno adquire potência pela poesia espanhola. Como diferentes formas de usar os recursos da metaficción, encontramos imensos exemplos na literatura e em outros meios e enredos gráficas e audiovisuais, assim como este em novas artes, a publicidade, a tv, etc.

O Aleph em O Aleph e Pierre Menard, autor do Quixote em Ficções, ambos de Jorge Luis Borges. O conto em Um homem falecido chutando e Débora, ambos de Paulo Palácio. Viagens no Scriptorium, de Paul Auster. Lá, porém onde, como, de Julio Cortázar.